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Presidente da Audicon homenageia Zélia Amador de Deus em ciclo de letramento racial promovido pelo TCE-PA

A presidente da Audicon, Milene Cunha, conselheira substituta do Tribunal de Contas do Estado do Pará, participou, nesta quarta-feira (21), da abertura do V Ciclo Formativo de Letramento Racial, promovido pelo TCE-PA, por meio da Escola de Contas Alberto Veloso (ECAV), como parte da programação do II Ano do Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial. Na ocasião, a presidente conduziu uma homenagem à professora Dra. Zélia Amador de Deus, referência na luta contra o racismo e na defesa dos direitos da população negra. A cerimônia contou com a presença de familiares da homenageada, entre eles seu filho, Petia, e seu viúvo, Anselmo Oliveira. Em sua fala, a presidente da Audicon destacou o legado de Zélia e a responsabilidade das instituições públicas na promoção da equidade racial, inclusive por meio das ações de controle externo. A seguir, confira a íntegra do pronunciamento: Há pessoas que mudam a vida de quem convive com elas. E há pessoas cuja luta muda a vida até de quem nunca tiveram a oportunidade de conhecer. Zélia Amador de Deus foi uma dessas pessoas. Por isso, quando recebi a responsabilidade de prestar esta homenagem, me senti honrada e profundamente tocada. Falar de Zélia, na abertura de um encontro dedicado à equidade racial, traz uma emoção e uma responsabilidade muito especiais. Como encontrar palavras à altura de uma vida que abriu tantos caminhos? Talvez começando por reconhecer o quanto do que nos reúne aqui hoje foi construído pela luta dela e de tantas outras pessoas que se recusaram a aceitar o racismo como destino. É com esse sentimento que, em nome do Tribunal de Contas do Estado do Pará, dou as boas-vindas às autoridades presentes, aos representantes das instituições que integram o Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial, às lideranças do movimento negro e a todas as pessoas que participam deste encontro. Ao celebrarmos dois anos do Pacto, quero começar reconhecendo quem tornou possível avançarmos até aqui. Zélia, que nos deixou em 8 de setembro, já caminhava por essa estrada quando ela ainda não tinha sinalização. Nascida no Marajó e criada na periferia de Belém, construiu uma trajetória marcada pela defesa dos direitos da população negra e pelo enfrentamento das desigualdades raciais. Foi professora, escritora, atriz, diretora de teatro e militante do movimento negro. Fez da educação, da cultura e da mobilização social instrumentos de resistência e transformação. Foi uma das fundadoras do Cedenpa, o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará, e uma voz fundamental em um período em que falar de racismo no Brasil era, para muitos, falar de algo que “não existia”. Zélia e tantas outras lideranças enfrentaram essa negação. Mostraram que o racismo existia, que tinha rosto e endereço. Estava nas oportunidades negadas, nos direitos desrespeitados e nos espaços que a população negra não conseguia ocupar. E enfrentar tudo isso exigia coragem, persistência e disposição para abrir caminhos sem a certeza de que seria possível ver, ainda em vida, os resultados dessa luta. No teatro, Zélia fez da cena um território de potência negra, onde corpos, vozes e memórias historicamente silenciados ganharam protagonismo. Na Universidade Federal do Pará, onde foi a primeira mulher negra a ocupar a vice-reitoria, foi professora emérita e pioneira na reserva de vagas para quilombolas e na aplicação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira, ajudando a formar gerações e a construir uma universidade mais inclusiva. Ela sabia que garantir acesso é garantir futuro. Que uma porta aberta na universidade pode mudar a história de uma pessoa, de uma família, de uma comunidade inteira. Sua trajetória nos lembra que a igualdade precisa sair do texto e alcançar a vida. E que a promessa de igualdade só se cumpre quando as instituições assumem a responsabilidade de realizá-la, com políticas, metas, dados, orçamento e fiscalização. É nesse encontro entre memória e responsabilidade que esta homenagem se liga ao propósito do nosso evento. O Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial também é herdeiro da luta de mulheres como Zélia Amador de Deus. Mulheres que dedicaram a vida a fazer com que o poder público reconhecesse desigualdades por muito tempo ignoradas e assumisse o dever de enfrentá-las. Celebrar dois anos desse compromisso exige olhar para o caminho percorrido e perguntar, com honestidade: o que conseguimos mudar? Que barreiras ajudamos a remover? Como aquilo que assumimos está chegando à vida das pessoas? São perguntas que precisamos levar para dentro das nossas instituições e para as decisões que tomamos todos os dias. Para nós, do Tribunal de Contas do Estado do Pará, essa responsabilidade alcança diretamente o exercício do controle externo. Quando avaliamos uma política pública, precisamos olhar para quem ela alcança e para quem continua ficando de fora. Precisamos compreender se os recursos públicos estão contribuindo para reduzir desigualdades ou se, mesmo diante de uma execução formalmente regular, essas desigualdades permanecem. Uma política pode apresentar bons resultados gerais e, ainda assim, deixar para trás justamente as pessoas que mais precisam dela. Por isso, considerar o recorte racial, sempre que pertinente ao objeto fiscalizado, é necessário para compreender quem está sendo beneficiado e onde a ação do Estado precisa melhorar. Essa perspectiva deve estar presente desde o planejamento das fiscalizações até a avaliação dos resultados. Deve orientar as perguntas que fazemos, os dados que buscamos e as análises que realizamos. E esse olhar também precisa se voltar para dentro das nossas instituições. Para os nossos ambientes de trabalho, para as oportunidades que oferecemos e para os espaços de decisão. O compromisso com a equidade racial exige de nós disposição para reconhecer e transformar as nossas próprias práticas. É com esse sentido de responsabilidade que o TCE/PA participa deste encontro e reafirma seu compromisso com o Pacto. Precisamos ouvir as experiências de quem enfrenta o racismo, aprender com elas e dar continuidade às ações, para que os avanços não dependam apenas de iniciativas individuais. Ao pensar no que Zélia nos deixa, volto a três palavras: obra, memória e tarefa. A obra está nas instituições que ajudou a construir e nas pessoas que formou…. Read more »

Conselheiras substitutas participam de debate internacional sobre administração digital e inteligência artificial em Paris

A participação de conselheiras substitutas marcou a programação do encontro internacional realizado entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026, na Sorbonne Université, em Paris, na França. Sabrina Nunes Iocken, conselheira substituta do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), presidiu a sessão “Administração digital e inteligência artificial”, que teve Heloísa Helena Godinho, conselheira substituta do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), entre os palestrantes. Participaram também do debate Emerson Gabardo, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Philippe Cossalter, professor da Universidade de Sarre, na Alemanha. A discussão sobre administração digital e inteligência artificial colocou em pauta questões relacionadas à transformação digital da administração pública e aos desafios jurídicos associados ao uso de novas tecnologias pelo Estado, temas relevantes também para o aperfeiçoamento do controle externo. A sessão integrou a programação do evento, que reuniu professores, pesquisadores e especialistas brasileiros e franceses para promover o intercâmbio acadêmico e institucional sobre temas relacionados ao Direito Administrativo. Presença internacional A participação das conselheiras substitutas destacou a presença de membros do cargo em espaços internacionais de discussão acadêmica e institucional, contribuindo para o intercâmbio de conhecimentos sobre questões contemporâneas do Direito Público. O encontro foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Direito Administrativo (IBDA), em parceria com a Association Française pour la Recherche en Droit Administratif (AFDA) e a L’École de Droit de la Sorbonne (EDS), da Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne.

Audicon e TCMGO criam história em quadrinhos para explicar a fiscalização do dinheiro público

A Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), em parceria com o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCMGO), lançou uma história em quadrinhos (HQ) para explicar, de forma simples e acessível, como os tribunais de contas fiscalizam a aplicação do dinheiro público. A iniciativa busca aproximar o controle externo da sociedade, utilizando uma linguagem que facilita a compreensão de um tema técnico por pessoas que não estão familiarizadas com a atuação dos órgãos de controle. Com textos objetivos e ilustrações, a publicação relaciona a fiscalização dos recursos públicos a áreas presentes no cotidiano da população, como infraestrutura, saúde e educação. A proposta é mostrar como o trabalho dos tribunais de contas se conecta à qualidade dos serviços públicos e à vida dos cidadãos, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre o controle externo e sua importância para a boa gestão dos recursos públicos. Informação acessível e participação cidadã Ao traduzir conceitos técnicos para uma linguagem mais próxima do público, a HQ também busca estimular a participação dos cidadãos no acompanhamento da gestão pública. Compreender o papel dos tribunais de contas permite que a população tenha mais informações para acompanhar a aplicação dos recursos e cobrar dos gestores públicos transparência e responsabilidade. A iniciativa reforça o compromisso da Audicon com a disseminação do conhecimento sobre o controle externo e com o desenvolvimento de estratégias de comunicação que tornem a atuação dos tribunais de contas mais compreensível para a sociedade. Reconhecimento à linguagem cidadã A HQ também está concorrendo ao Prêmio Atricon +Simples de Linguagem Cidadã, iniciativa que valoriza ações voltadas à simplificação da comunicação pública e à ampliação do acesso à informação. A participação no prêmio destaca a relevância de projetos que transformam conteúdos técnicos em materiais acessíveis, contribuindo para aproximar as instituições de controle da população e fortalecer o exercício da cidadania. Leia a HQ abaixo! A versão em vídeo está disponível no instagram @audicon.oficial

Conselho Diretor do Colegiado Nacional de Controle Externo do CGIBS toma posse

O primeiro Conselho Diretor do Colegiado Nacional de Controle Externo do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CNCE-CGIBS) tomou posse nesta quinta-feira (1º de outubro), em solenidade que reuniu representantes dos Tribunais de Contas de todo o país e de entidades representativas do controle externo. A diretoria irá coordenar os trabalhos do colegiado, responsável pela fiscalização do Comitê Gestor do IBS. A presidente da Audicon, conselheira substituta Milene Cunha, participou da solenidade e destacou a inovação representada pelo CNCE-CGIBS: estruturar, pela primeira vez nesse âmbito, uma instância nacional de exercício coordenado de competências constitucionalmente distribuídas entre os Tribunais de Contas, mediante uma lógica de cooperação institucional estruturada. Milene também integra o colegiado na condição de conselheira substituta. Uma nova forma de fiscalizar Mas, afinal, o que é o CNCE-CGIBS? O CNCE-CGIBS foi criado para exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Comitê Gestor do IBS de forma coordenada, compartilhada e colegiada. Como o CGIBS administra um tributo que envolve recursos e interesses de Estados, Distrito Federal e Municípios, seu controle externo exige uma atuação de alcance nacional, baseada na cooperação entre os Tribunais de Contas. A inovação está no exercício conjunto de competências de controle externo por meio de uma instância nacional. O modelo reúne a experiência e a capacidade técnica dos Tribunais de Contas para uma fiscalização integrada, com compartilhamento de informações e cooperação institucional. Prevista na Lei Complementar nº 227/2026, essa forma de fiscalização acompanha a natureza compartilhada do IBS, tributo criado pela Reforma Tributária e destinado a Estados, Distrito Federal e Municípios. Cabe ao Conselho Diretor coordenar os trabalhos do colegiado para colocar esse modelo em prática. Participação de representantes de todo o país O CNCE-CGIBS é composto por membros dos Tribunais de Contas — conselheiros e conselheiros substitutos — e conta também com a participação de procuradores dos Ministérios Públicos de Contas e de auditores de controle externo. Essa atuação reúne representantes de 32 Tribunais de Contas. O Conselho Diretor empossado é composto por: * Presidente – Domingos Augusto Taufner (TCE-ES) * 1º Vice-Presidente – André Clemente Lara de Oliveira (TCDF) * 2º Vice-Presidente – Valdecir Fernandes Pascoal (TCE-PE) * Secretário-Geral – Jailson Viana de Almeida (TCE-RO) * Secretário de Relações Institucionais – Antônio Ed Souza Santana (TCE-RN) * Ouvidor-Geral – Cezar Miola (TCE-RS) * Vice-Presidente da Região Norte – Severiano José Costandrade de Aguiar (TCE-TO) * Vice-Presidente da Região Nordeste – Susana Maria Fontes Azevedo Freitas (TCE-SE) * Vice-Presidente da Região Sudeste – Agostinho Célio Andrade Patrus (TCE-MG) * Vice-Presidente da Região Centro-Oeste – Márcio Campos Monteiro (TCE-MS) * Vice-Presidente da Região Sul – Adircélio de Moraes Ferreira Júnior (TCE-SC) A composição do Conselho Diretor assegura representação das diferentes regiões do país e contribui para a coordenação dos trabalhos, aproximando experiências existentes no Sistema de Tribunais de Contas. A participação de conselheiros substitutos no colegiado reforça a contribuição desses magistrados de contas para o exercício do controle externo em âmbito nacional. A posse do Conselho Diretor marca uma nova etapa nos trabalhos do CNCE-CGIBS, voltados à fiscalização do Comitê Gestor do IBS durante a implementação do novo modelo tributário.

TCE-AC reabre concurso para Conselheiro Substituto com ampliação do requisito de formação

O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) reabriu as inscrições do concurso público para o cargo de Conselheiro Substituto, após adequar o edital à decisão do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Com a alteração, candidatos com diploma de qualquer curso de graduação de nível superior poderão participar do certame, desde que atendam às demais exigências previstas para o cargo. A mudança foi formalizada pelo Edital nº 4, de 30 de setembro de 2026, publicado nesta quinta-feira (1º) no Diário de Contas. O novo edital também atualiza o cronograma do concurso e estabelece um novo período de inscrições. Novo período de inscrições Os candidatos poderão solicitar inscrição e isenção da taxa, além de encaminhar a documentação prevista no edital, das 10h do dia 5 de outubro às 18h do dia 26 de outubro de 2026, pelo horário oficial de Brasília. No horário do Acre, o período corresponde às 8h do dia 5 às 16h do dia 26 de outubro. Os procedimentos serão realizados exclusivamente pela internet, por meio da página oficial do concurso do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), responsável pela organização do certame. Leia o edital completo e inscreva-se aqui: https://www.cebraspe.org.br/concursos/TCE_AC_26 Adequação do concurso Em agosto, o TJAC concedeu medida liminar determinando a suspensão do andamento do concurso para adequação do edital. Em cumprimento à decisão, o TCE-AC publicou o Edital nº 3, de 24 de agosto de 2026, suspendendo temporariamente o certame e adiando a aplicação das provas. Com a nova publicação, o Tribunal formaliza a alteração do requisito de formação e retoma o concurso, permitindo que candidatos de diferentes áreas de graduação concorram ao cargo, desde que cumpram os demais requisitos estabelecidos no edital. Fortalecimento do cargo e do controle externo A adequação do concurso reforça a importância de que os processos de seleção para o cargo observem as garantias, atribuições e requisitos que integram o modelo constitucional dos Tribunais de Contas. Para a Audicon, a retomada do certame representa também uma iniciativa relevante para o fortalecimento do cargo e da judicatura de contas, contribuindo para a composição dos Tribunais de Contas e para o aprimoramento do controle externo.rno.

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