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Conselheiros Substitutos do TCEMG integram seminário sobre consórcios públicos

Os Conselheiros Substitutos Licurgo Mourão e Telmo Passareli, do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), integram a programação do 2º Seminário TCEMG de Consórcios Públicos, realizado nesta segunda-feira (26/10), em Belo Horizonte. Promovido por meio da Escola de Contas e Capacitação Professor Pedro Aleixo, o encontro reúne gestores, representantes de consórcios, especialistas e profissionais do controle para debater desafios da gestão consorciada. Licurgo Mourão participa com a palestra “Credenciamentos nos Consórcios Públicos: Possibilidades, Limites e Riscos”. Telmo Passareli está na programação com a exposição “Quarteirização sob Controle”. Os temas integram os debates sobre contratações públicas e os mecanismos de fiscalização da atuação dos consórcios. O seminário também contempla o lançamento do Estudo Temático de Consórcios Públicos, apresentado por Gabriela Guerra e Gabriel Lima de Castro. A publicação reúne conceitos, normas, referências doutrinárias e decisões dos órgãos de controle, organizados para facilitar a pesquisa e a compreensão de questões recorrentes da gestão consorciada. Elaborado pela Coordenadoria de Sistematização de Deliberações e Jurisprudência, em parceria com a Coordenadoria de Auditoria de Consórcios Públicos e Terceiro Setor do TCEMG, o material aborda a constituição e a organização dos consórcios, o regime de pessoal, os contratos de rateio e de programa, a execução orçamentária e financeira, a transparência e os controles interno e externo. A publicação também dedica atenção aos processos de contratação, com temas como licitações compartilhadas, registro de preços, contratação direta e fiscalização dos contratos. O objetivo é oferecer uma fonte de pesquisa organizada para apoiar servidores e demais interessados na compreensão dos aspectos administrativos, financeiros, orçamentários e contábeis relacionados aos consórcios públicos. Ao longo do dia, a programação inclui ainda debates sobre segurança jurídica, concursos públicos, gestão intermunicipal, saúde e soluções tecnológicas, com foco no aprimoramento da governança e da prestação de serviços à população. Veja a programação completa: Para ter acesso ao Estudo Temático de Consórcios Públicos, clique abaixo:

GAEPE-Brasil debate preparação das redes de ensino para eventos climáticos extremos

O GAEPE-Brasil debateu, nesta segunda-feira (26), os desafios para a preparação das redes de ensino diante de eventos climáticos extremos, com foco no monitoramento, na prevenção de riscos e na continuidade das atividades escolares. A reunião contou com a participação da Audicon. As discussões destacaram os impactos das mudanças climáticas sobre a educação, especialmente na Amazônia, onde secas e enchentes comprometem o transporte escolar e o calendário letivo. Também foi ressaltada a importância de incorporar medidas de prevenção e adaptação climática ao planejamento educacional. Durante o encontro, representantes do Cemaden e do Censipam apresentaram orientações e ferramentas de monitoramento climático e hidrológico para apoiar a atuação preventiva dos gestores públicos. Entre as propostas discutidas, o Conselheiro Cezar Colares, do TCM/PA, sugeriu a implementação de um projeto-piloto nas regiões do Marajó e do Baixo Amazonas, voltado à utilização de informações climáticas no planejamento escolar. Também foram propostas ações de articulação entre instituições e compartilhamento de materiais técnicos. A participação da Audicon reforça a atuação da associação no acompanhamento de políticas públicas educacionais e no incentivo a iniciativas voltadas à garantia do direito à educação, especialmente em regiões vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Conselheiro substituto associado palestra sobre consensualismo em seminário internacional em Lisboa

O conselheiro substituto Alipio Reis Filho, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) e associado à Audicon, participou do X Seminário Ibero-Afro-Americano de Direito e Controlo, realizado entre os dias 19 e 23 de outubro, na Faculdade e Direito da Universidade de Lisboa, em Portugal. Na programação, o conselheiro apresentou a palestra “O Consensualismo como veículo da expressão da verdade material nas Instituições Superiores de Controle”, abordando a aplicação de mecanismos consensuais no contexto da gestão pública e do controle externo. Em sua exposição, Alipio propôs ampliar a compreensão do consensualismo para além das relações contratuais e dos instrumentos formais. “A minha proposta é avaliar a aplicabilidade do consensualismo no contexto dos programas governamentais de uma maneira ampla, não presa necessariamente a um contrato ou a um documento oficial”, explicou. Para ilustrar essa perspectiva, o conselheiro levou à discussão situações práticas relacionadas à gestão pública no Amazonas, envolvendo a coleta de resíduos sólidos, desafios na área da saúde e o programa habitacional Amazonas Meu Lar, que prevê aconstrução de moradias a partir de plásticos recicláveis. A proposta, segundo ele, é estimular o público a repensar as possibilidades de aplicação do consensualismo em diferentes contextos da administração pública. Com o tema “O Direito Social, O Direito Dúctil e a Consensualidade: o papel dos órgãos de controle”, o seminário reuniu discussões sobre os fundamentos jurídicos e epistemológicos das novas formas de atuação do controle externo, com a análise decasos da Europa, América e África. O evento propôs reflexões sobre os caminhos para uma atuação dos órgãos de controlealinhada às transformações do Direito e ao uso de soluções consensuais, contribuindo para o debate internacional sobre o aperfeiçoamento das Instituições Superiores de Controle. Também participou do seminário o conselheiro Antonio Ed, do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN), associado à Audicon, reforçando a presença de integrantes da Associação em espaços de discussão e intercâmbio jurídico internacional.

Presidente da Audicon homenageia Zélia Amador de Deus em ciclo de letramento racial promovido pelo TCE-PA

A presidente da Audicon, Milene Cunha, conselheira substituta do Tribunal de Contas do Estado do Pará, participou, nesta quarta-feira (21), da abertura do V Ciclo Formativo de Letramento Racial, promovido pelo TCE-PA, por meio da Escola de Contas Alberto Veloso (ECAV), como parte da programação do II Ano do Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial. Na ocasião, a presidente conduziu uma homenagem à professora Dra. Zélia Amador de Deus, referência na luta contra o racismo e na defesa dos direitos da população negra. A cerimônia contou com a presença de familiares da homenageada, entre eles seu filho, Petia, e seu viúvo, Anselmo Oliveira. Em sua fala, a presidente da Audicon destacou o legado de Zélia e a responsabilidade das instituições públicas na promoção da equidade racial, inclusive por meio das ações de controle externo. A seguir, confira a íntegra do pronunciamento: Há pessoas que mudam a vida de quem convive com elas. E há pessoas cuja luta muda a vida até de quem nunca tiveram a oportunidade de conhecer. Zélia Amador de Deus foi uma dessas pessoas. Por isso, quando recebi a responsabilidade de prestar esta homenagem, me senti honrada e profundamente tocada. Falar de Zélia, na abertura de um encontro dedicado à equidade racial, traz uma emoção e uma responsabilidade muito especiais. Como encontrar palavras à altura de uma vida que abriu tantos caminhos? Talvez começando por reconhecer o quanto do que nos reúne aqui hoje foi construído pela luta dela e de tantas outras pessoas que se recusaram a aceitar o racismo como destino. É com esse sentimento que, em nome do Tribunal de Contas do Estado do Pará, dou as boas-vindas às autoridades presentes, aos representantes das instituições que integram o Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial, às lideranças do movimento negro e a todas as pessoas que participam deste encontro. Ao celebrarmos dois anos do Pacto, quero começar reconhecendo quem tornou possível avançarmos até aqui. Zélia, que nos deixou em 8 de setembro, já caminhava por essa estrada quando ela ainda não tinha sinalização. Nascida no Marajó e criada na periferia de Belém, construiu uma trajetória marcada pela defesa dos direitos da população negra e pelo enfrentamento das desigualdades raciais. Foi professora, escritora, atriz, diretora de teatro e militante do movimento negro. Fez da educação, da cultura e da mobilização social instrumentos de resistência e transformação. Foi uma das fundadoras do Cedenpa, o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará, e uma voz fundamental em um período em que falar de racismo no Brasil era, para muitos, falar de algo que “não existia”. Zélia e tantas outras lideranças enfrentaram essa negação. Mostraram que o racismo existia, que tinha rosto e endereço. Estava nas oportunidades negadas, nos direitos desrespeitados e nos espaços que a população negra não conseguia ocupar. E enfrentar tudo isso exigia coragem, persistência e disposição para abrir caminhos sem a certeza de que seria possível ver, ainda em vida, os resultados dessa luta. No teatro, Zélia fez da cena um território de potência negra, onde corpos, vozes e memórias historicamente silenciados ganharam protagonismo. Na Universidade Federal do Pará, onde foi a primeira mulher negra a ocupar a vice-reitoria, foi professora emérita e pioneira na reserva de vagas para quilombolas e na aplicação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira, ajudando a formar gerações e a construir uma universidade mais inclusiva. Ela sabia que garantir acesso é garantir futuro. Que uma porta aberta na universidade pode mudar a história de uma pessoa, de uma família, de uma comunidade inteira. Sua trajetória nos lembra que a igualdade precisa sair do texto e alcançar a vida. E que a promessa de igualdade só se cumpre quando as instituições assumem a responsabilidade de realizá-la, com políticas, metas, dados, orçamento e fiscalização. É nesse encontro entre memória e responsabilidade que esta homenagem se liga ao propósito do nosso evento. O Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial também é herdeiro da luta de mulheres como Zélia Amador de Deus. Mulheres que dedicaram a vida a fazer com que o poder público reconhecesse desigualdades por muito tempo ignoradas e assumisse o dever de enfrentá-las. Celebrar dois anos desse compromisso exige olhar para o caminho percorrido e perguntar, com honestidade: o que conseguimos mudar? Que barreiras ajudamos a remover? Como aquilo que assumimos está chegando à vida das pessoas? São perguntas que precisamos levar para dentro das nossas instituições e para as decisões que tomamos todos os dias. Para nós, do Tribunal de Contas do Estado do Pará, essa responsabilidade alcança diretamente o exercício do controle externo. Quando avaliamos uma política pública, precisamos olhar para quem ela alcança e para quem continua ficando de fora. Precisamos compreender se os recursos públicos estão contribuindo para reduzir desigualdades ou se, mesmo diante de uma execução formalmente regular, essas desigualdades permanecem. Uma política pode apresentar bons resultados gerais e, ainda assim, deixar para trás justamente as pessoas que mais precisam dela. Por isso, considerar o recorte racial, sempre que pertinente ao objeto fiscalizado, é necessário para compreender quem está sendo beneficiado e onde a ação do Estado precisa melhorar. Essa perspectiva deve estar presente desde o planejamento das fiscalizações até a avaliação dos resultados. Deve orientar as perguntas que fazemos, os dados que buscamos e as análises que realizamos. E esse olhar também precisa se voltar para dentro das nossas instituições. Para os nossos ambientes de trabalho, para as oportunidades que oferecemos e para os espaços de decisão. O compromisso com a equidade racial exige de nós disposição para reconhecer e transformar as nossas próprias práticas. É com esse sentido de responsabilidade que o TCE/PA participa deste encontro e reafirma seu compromisso com o Pacto. Precisamos ouvir as experiências de quem enfrenta o racismo, aprender com elas e dar continuidade às ações, para que os avanços não dependam apenas de iniciativas individuais. Ao pensar no que Zélia nos deixa, volto a três palavras: obra, memória e tarefa. A obra está nas instituições que ajudou a construir e nas pessoas que formou…. Read more »

Conselheiras substitutas participam de debate internacional sobre administração digital e inteligência artificial em Paris

A participação de conselheiras substitutas marcou a programação do encontro internacional realizado entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026, na Sorbonne Université, em Paris, na França. Sabrina Nunes Iocken, conselheira substituta do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), presidiu a sessão “Administração digital e inteligência artificial”, que teve Heloísa Helena Godinho, conselheira substituta do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), entre os palestrantes. Participaram também do debate Emerson Gabardo, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Philippe Cossalter, professor da Universidade de Sarre, na Alemanha. A discussão sobre administração digital e inteligência artificial colocou em pauta questões relacionadas à transformação digital da administração pública e aos desafios jurídicos associados ao uso de novas tecnologias pelo Estado, temas relevantes também para o aperfeiçoamento do controle externo. A sessão integrou a programação do evento, que reuniu professores, pesquisadores e especialistas brasileiros e franceses para promover o intercâmbio acadêmico e institucional sobre temas relacionados ao Direito Administrativo. Presença internacional A participação das conselheiras substitutas destacou a presença de membros do cargo em espaços internacionais de discussão acadêmica e institucional, contribuindo para o intercâmbio de conhecimentos sobre questões contemporâneas do Direito Público. O encontro foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Direito Administrativo (IBDA), em parceria com a Association Française pour la Recherche en Droit Administratif (AFDA) e a L’École de Droit de la Sorbonne (EDS), da Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne.

Audicon e TCMGO criam história em quadrinhos para explicar a fiscalização do dinheiro público

A Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), em parceria com o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCMGO), lançou uma história em quadrinhos (HQ) para explicar, de forma simples e acessível, como os tribunais de contas fiscalizam a aplicação do dinheiro público. A iniciativa busca aproximar o controle externo da sociedade, utilizando uma linguagem que facilita a compreensão de um tema técnico por pessoas que não estão familiarizadas com a atuação dos órgãos de controle. Com textos objetivos e ilustrações, a publicação relaciona a fiscalização dos recursos públicos a áreas presentes no cotidiano da população, como infraestrutura, saúde e educação. A proposta é mostrar como o trabalho dos tribunais de contas se conecta à qualidade dos serviços públicos e à vida dos cidadãos, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre o controle externo e sua importância para a boa gestão dos recursos públicos. Informação acessível e participação cidadã Ao traduzir conceitos técnicos para uma linguagem mais próxima do público, a HQ também busca estimular a participação dos cidadãos no acompanhamento da gestão pública. Compreender o papel dos tribunais de contas permite que a população tenha mais informações para acompanhar a aplicação dos recursos e cobrar dos gestores públicos transparência e responsabilidade. A iniciativa reforça o compromisso da Audicon com a disseminação do conhecimento sobre o controle externo e com o desenvolvimento de estratégias de comunicação que tornem a atuação dos tribunais de contas mais compreensível para a sociedade. Reconhecimento à linguagem cidadã A HQ também está concorrendo ao Prêmio Atricon +Simples de Linguagem Cidadã, iniciativa que valoriza ações voltadas à simplificação da comunicação pública e à ampliação do acesso à informação. A participação no prêmio destaca a relevância de projetos que transformam conteúdos técnicos em materiais acessíveis, contribuindo para aproximar as instituições de controle da população e fortalecer o exercício da cidadania. Leia a HQ abaixo! A versão em vídeo está disponível no instagram @audicon.oficial

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